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TAG dos 50% | Leituras de Janeiro a Junho 2017

por -Cristina Gaspar-, em 28.06.17

TAG 50%.jpg

 

 

 

Olá!!

 

Hoje trago-vos uma TAG! É a TAG dos 50%, ou seja, o balanço das leituras feitas no 1º semestre do ano. Foi giríssimo rever e pensar nas respostas para esta TAG com os livros que li. Cheguei à conclusão que fiz boas leituras e fiquei feliz! Espero que o resto do ano seja assim tão bom ou melhor!

 

 Deixo-vos o vídeo aqui.

 

-- Espero que gostem e digam-me, qual o balanço das vossas leituras?!! --

 

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Obrigada!! :)

 

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Desgraça livrólica - Parte 2 e 3 | FLL2017

por -Cristina Gaspar-, em 21.06.17

Olá!!

 

Hoje trago o resto da desgraça na FLL!

 

Foi a minha primeira vez na Hora H. Nunca tinha ido lá. Imaginei que ia ser uma enorme confusão, com pessoas a empurrarem-se umas às outras, a agarrarem livros como se fosse o último nas estantes, filas intermináveis, gritos guturais de horror e cenários dantescos, no mínimo dos mínimos! E, sendo assim, consegui reduzir o meu km de wishlist para 5 livros que queria mesmo trazer da Hora H.

 

Acabou por não ser um cenário tão catastrófico como eu imaginei, até estava bastante bem organizado! O problema é que é curto se queremos livros dos dois lados da FLL :)

 

Para o ano certamente haverá mais, espero que com mais contenção!! :D E nos alfarrabistas, que este ano só lhe senti o cheiro!

 

Não percam o vídeo aqui.

 

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Desgraça livrólica - Parte 1 | FLL2017

por -Cristina Gaspar-, em 14.06.17

Olá!!

 

Hoje venho só mostrar o que trouxe da FLL!

 

Foi um dia cheio de emoção! Começou logo de manhã cedo, com a excitação de voltar à FLL depois de um hiato de muitos anos, rever caras conhecidas e conhecer outras! Que são já conhecidas, mas a emoção de ver pessoalmente é muito boa!

 

Foi um dia muito bem passado, que começou com o Clube dos Clássicos Vivos e uma discussão muito interessante sobre o clássico lido e continuou durante o dia, a passear entre livros, a cheirar os livros, a babar para os livros :p e ainda tive tempo para algumas comprinhas! Controladas, claro! ;)

 

Foi um dia cansativo, mas muito gratificante!! E espero que se repita, com ou se FLL :D

 

Não percam o vídeo aqui.

 

 

 

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TBR | #MLVerão2017

por -Cristina Gaspar-, em 07.06.17

Olá,

 

hoje venho deixar aqui a lista de livros que tenciono ler durante a Maratona Literária de Verão 2017, organizada pelo FLAMES e Agora que sou crítica. Podem seguir os links para ter mais informação sobre a mesma. E não se esqueçam de dar uma olhada no Grupo do Facebook.

 

Muito resumidamente, vai decorrer de 18 de Junho a 22 de Setembro e além da lista de enorme de livros, vai ter também alguns desafios extra, no Instagram! O objectivo é ler o maior número de páginas durante este período e vamos lá ver se consigo reduzir a pilha de livros a ler 

 

Alguém vai participar? Deixem o link para as vossas TBR aí nos comentários!!!

 

  • LIVROS QUE ESCOLHI:

 

1) Ler um livro noutra língua (inglês, francês, espanhol, italiano, etc.)

 

The circle, de Dave Eggers


2) Ler um livro de um autor português

 

O ponto de vista dos demónios, de Ana Teresa Pereira

 

3) Ler um livro que comprei há mais de um ano

 

Senhora Oráculo, de Margaret Atwood

 

4) Ler um livro infantil

 

Lendas da História de Portugal, de Maria João Matos

 

5) Ler um livro publicado em 2017

 

O meu nome era Eileen, de Ottessa Moshfegh

 

6) Ler um livro de um autor que nunca li

 

Ser Blogger - Como criar, comunicar e rentabilizar um Blog, de Carolina Afonso, Sandra Alvarez

 

7) Ler um livro recomendado por um youtuber/blogger

 

The Kind Worth Killing, de Peter Swanson

 

8) Ler um livro com um título curto

 

Annabel, de Kathleen Winter

 

9) Ler uma Graphic Novel, BD ou mangá

 

I Am a Hero Omnibus, Volume 1 (I am a Hero: Omnibus #1), de Kengo Hanazawa

 

10) Ler um livro com menos de 100 páginas

 

Histórias com 100 Palavras, de Filipe Piteira

 

11) Ler um livro escrito por mais do que um autor

 

The Anthology of Ghost Stories, de Vários

 

12) Ler um livro escrito antes de 1999

 

Comédia em Modo Menor, de Hans Keilson

 

13) Ler um livro que ganhou algum tipo de prémio

 

As Raparigas Que Sonhavam Ursos, de Margo Lanagan

 

14) Ler um livro que pedi emprestado

 

A Serpente do Essex, de Sarah Perry

 

15) Ler um livro do Plano Nacional de Leitura

 

Os Livros Que Devoraram O Meu Pai, de Afonso Cruz

 

16) Ler um livro que se passa num lugar que sempre quis visitar

 

Nocturnes: Five Stories of Music and Nightfall, de Kazuo Ishiguro

 

17) Ler um livro que tinha planeado ler em 2016 mas que acabei por não ler

 

Cloud Atlas, David Mitchell

 

18) Ler um livro em que o título tenha 15 letras

 

The Somnambulist, Essie Fox

 

19) Ler um livro passado num país Europeu

 

I Let You Go, Clare Mackintosh

 

20) Ler um livro publicado antes de ter nascido

 

Carta a um Refém, de Antoine de Saint-Exupéry

 

21) Ler um livro sobre viagens no tempo

 

The First Fifteen Lives of Harry August, de Claire North

 

22) Ler um livro para terminar num dia

 

Morreste-me, de José Luís Peixoto

 

23) Ler um calhamaço (livro com mais de 500 páginas)


The Goldfinch, de Donna Tartt

 

  • Desafios do Instagram/Facebook (Desafios extra, cada desafio destes cumprido acresce 5 páginas na contagem final):

1) Tirar uma foto de um livro no local onde estão a passar férias (quem não tem férias, tire no local de trabalho);

2) Tirar uma foto de um livro num dia com muito sol;

3) Tirar uma selfie com o livro que estão a ler, de óculos de sol na cara.

 


 ***

 

Deixo aqui minha TBR em vídeo!

 

 

 

 

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Opinião | A viúva negra, de Daniel Silva #lerosnossos

por -Cristina Gaspar-, em 24.05.17

Olá!

 

Hoje vou-vos falar da minha experiência a ler Daniel Silva.

 

Apesar de já ter dois livros do autor na estante, O Assassino Inglês e o Morte em Viena, ainda não me tinha puxado para começar a ler. Há uns anos comecei a ler O Assassino Inglês, mas pareceu-me lento a desenrolar a acção, um pouco chato até e deixei-o e esqueci-o na estante... Entretanto, vi que a HarperCollins ibérica iria lançar o novo título A Viúva Negra, a 8 de Março e fiquei imediatemente curiosa com a história. Como tinha recentemente lido o Célula Adormecida, de Nuno Nepomuceno (aqui fica a minha opinião, se quiserem dar uma olhadela), fiquei curiosa com este livro, visto que a premissa do livro era bastante parecida! A capa também agarrou a minha atenção imediatamente e resolvi, então, dar outra oportunidade ao autor.

 

Daniel Silva começou a escrever e publicar livros em 1997 e foi com o Assassino Inglês que ficou famoso. A personagem do Gabriel Allon foi introduzida nesse livro e as suas aventuras começaram e não mais pararam. Até à data, as aventuras do nosso espião e restaurador de arte acompanham-nos por 16 volumes! E o volume 17 já tem data prevista de saída a 11 de Julho, também editado pela Harper! 

 

Sinopse:

O lendário espião e restaurador de arte Gabriel Allon está prestes a tornar-se chefe dos serviços secretos israelitas.
Porém, em vésperas da promoção, os acontecimentos parecem confabular para o atrair para uma última operação no terreno.
O ISIS fez explodir uma enorme bomba no distrito do Marais, em Paris, e um governo francês desesperado quer que Gabriel elimine o homem responsável antes que este ataque novamente.

Chamam-lhe Saladino...
É um cérebro terrorista cuja ambição é tão grandiosa quanto o seu nome de guerra, um homem tão esquivo que nem a sua nacionalidade é conhecida. Escudada por um sofisticado software de encriptação, a sua rede comunica em total segredo, mantendo o Ocidente às escuras quanto aos seus planos e não deixando outra opção a Gabriel senão infiltrar uma agente no mais perigoso grupo terrorista que o mundo algum dia conheceu. Trata-se de uma extraordinária jovem médica, tão corajosa quanto bonita.

Às ordens de Gabriel, far-se-á passar por uma recruta do ISIS à espera do momento de agir, uma bomba-relógio, uma viúva negra sedenta de sangue.
Uma arriscada missão levá-la-á dos agitados subúrbios de Paris à ilha de Santorini e ao brutal mundo do novo califado do Estado Islâmico e, eventualmente, até Washington, onde o implacável Saladino planeia uma noite apocalíptica de terror que alterará o curso da história.
A Viúva Negra é um thriller fascinante de uma chocante presciência. Mas é também uma viagem ponderada até ao novo coração das trevas que perseguirá os leitores muito depois de terem virado a última página.
Uma teia de enganos.

 

 

Opinião: A Viúva Negra é o 16º livro da saga do nosso herói, o Gabriel Allon, introduzido como o lendário espião e restaurador de arte.

 

A história inicia-se com um ataque terrorista, efectuado pelo ISIS e Gabriel Allon é retirado do seu "anonimato e reclusão" e chamado para apanhar os terroristas antes que haja outro ataque. Num clima de thriller, onde é necessário correr contra o tempo e pensar, qual campeão de xadrez, em duas ou três jogadas à frente, a história vai-se desenrolando num ritmo vertiginante e a nossa viúva negra aparece então na história. Ela é uma jovem médica, residente em Paris e que é recrutada para se infiltrar numa das mais perigosas organizações terroristas do mundo. Para tal, é descrito todo o seu processo de treino, físico e psicológico, com uma lavagem cerebral, para que, com sucesso, esta se infiltre na célula terrorista e leve a sua missão com sucesso até ao fim. Ao longo desse treino, ela vai viajar e contactar com diversas pessoas e vai deparar-se com determinadas situações, em que ela vai descobrir certas características da sua personalidade que desconhecia até à altura. Ao infiltrar-se na rede de terroristas, viaja até ao Estado Islâmico e depara-se com o cérebro terrorista e o thriller adensa-se.

 

A história tem um desfecho que deixa a vontade de ler mais! O nosso Gabriel assume uma posição esperada e a nossa viúva negra vê-se perante uma situação em que a sua decisão vai mudar a sua vida radicalmente! E veremos isso nos próximos volumes!

 

**

 

A história evolue de forma fluída, num compasso constante, sem períodos lentos ou demasiado rápidos. E é aqui que se nota a experiência do autor, porque apesar de este já ser o 16º volume do nosso espião, não senti que precisasse de ler os volumes anteriores. Ao longo do livro foram referenciados alguns acontecimentos anteriores, que foram explicados de forma sucinta e que nos enquadraram imediatamente na história. Sinto que conheço o Gabriel, mesmo sem saber a história dele. É um herói que não é perfeito, tem os seus fantasmas, mas é sério e honesto e luta pela justiça e um mundo melhor. E apesar de haver um número considerável de personagens envolvidas nos seus livros, algumas das quais são referenciadas, leva-me a dar os parabéns ao autor, por não se perder ao longo destes 16 volumes.

 

Inevitavelmente, senti necessidade de o comparar ao livro A célula adormecida e, por isso teve a classificação de 4 estrelas e não mais. A célula adormecida é um thriller muito rápido, com uma história igualmente actual, mas com "heróis" pouco convencionais e situações que nos levam a reflectir, mais do que simplesmente a observar. A viúva negra não deixa de ser um thriller interessante, muito bem construído, obra de ficção e também baseado em situações reais, mas não tão arrebatador. É um livro que se lê a um ritmo contante, quase que podemos planear o dia em que o vamos acabar de ler. Não obstante, é uma leitura que recomendo para quem gosta da temática.

 

***

 

É necessário nunca esquecer de que se trata de uma obra de ficção, baseada em elementos que que por vezes se mascaram com acontecimentos reais, mas que são apenas fruto da imaginação do autor. É um thriller cadenciado e que prende, de forma muito subtil, deixando-nos com uma curiosidade pouco voraz em querer acompanhar a história. No entanto, irei ler o próximo volume!

 

Ficamos também à espera de saber se terá adaptação cinematográfica ou televisa?!! Eu gostaria de seguir as aventuras do Gabriel em televisão!!

 

Classificação no Goodreads:

 

 **NOTA** Este exemplar de "A Viúva Negra" foi-me enviado pela editora, em troca de uma opinião honesta..

 

 

aqui fica também a minha opinião em vídeo!

 

 

 

 

 

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Olá!

 

Hoje trago-vos mais uma opinião, de um e-book que li recentemente: Na Sombra das palavras. Este livro foi editado pela Editorial Divergência, em Julho de 2014. "Tropecei" nesta editora há pouco tempo e trata-se de uma editora que vai de encontro a todas as minhas expectativas sobre o trabalho de uma Editora em Portugal: não usar o acordo autográfico, dar primazia a novos e emergentes autores/as portugueses/as e com edições amigas do ambiente! Tem sido a minha estreia em leituras de e-books e, apesar de ser uma consumidora voraz de edições físicas, para aumentar o meu acervo fabulástico de livros, confesso que além de práticos e convenientes, são menos árvores que são destruídas no planeta!

 

A Editora aposta em ficção especulativa, aliando sobrenatural, fantástico e/ou ficção científica nas suas edições. Escolhi, então, ler uma compilação de contos de autores portugueses, num mix de thriller e fantástico, como refere a sinopse.

 

 

ebook_na sombra das palavras.jpg

 

 

Sinopse: Na Sombra das Palavras” reúne cinco contos de autores portugueses, combinando thriller e fantástico em histórias de amor, memórias esquecidas e encontros com a Morte e Deus. As palavras transportam o leitor para labirintos, panópticos, livrarias e memórias longínquas. Com contos da autoria de Ângelo Teodoro, David Camarinha, Fábio Ventura, João Ventura e Mário Seabra.

 

Autores: Ângelo Teodoro, David Camarinha, Fábio Ventura, João Ventura e Mário Seabra

Versão: E-Book (.pdf, .epub, .mobi)

36 páginas

 

 

Opinião: É necessário referir que esta compilação de contos advém de um concurso, que teve lugar em 2014 e organizado por uma blogger (Bran Morrighan) em colaboração com a Editorial Divergência, a associação da Cultura FNAC e os apoios da Editorial Presença e da Saída de Emergência. Foi possível devido ao entusiasmo comum em combinar dois géneros diferentes, o thriller e o fantástico.

 

Sendo então um livro de contos lê-se bastante rápido. Os contos são curtos e muito fluídos. Não conhecia nenhum dos autores e foi uma óptima forma de conhecer a escrita de cada um/a. Passemos agora à minha opinião de cada um dos contos.

 

  • "O Livreiro", de Fábio Ventura:  4

A leitura deste conto foi super rápida, a escrita foi inebriante, envolvente e mágica! Cativou-me instantaneamente o facto de a personagem principal ser um livreiro e depois todo o clima fantasmagórico deu um toque especial à história. O desfecho do conto foi simplesmente fantástico. Só faltou ter sido um pouco mais longo, para ter prolongado esta sensação de entusiasmo crescente ao longo do desenrolar da história!

 

  • "A lista de Deus", de João Ventura: 3

 O autor tentou introduzir elementos históricos, com um toque de religião nesta história e torná-lo um pouco thriller histórico, com um desfecho apocalíptico. A leitura foi um pouco menos fluída do que o anterior, mas interessante e agradável.

 

  • "O panóptico", de David Camarinha: 2

 Foi um conto com uma escrita mais complexa, com um conceito muito interessante, mais ou menos descritivo, introduzindo conceitos metafísicos, que a meu ver, se foram perdendo na história. Um conto fantástico, mas que a leitura foi menos prazeirosa.

 

  • "O labirinto de papel", de Ângelo Teodoro: 3

 Gostei bastante desta história, envolta num clima de mistério e figuras demoníacas. A nossa personagem desfila, num clima de confusão e medo, culminando num único final possível, mas bem conseguido.

 

  • "Tabula rasa", de Mário Seabra: 3

 Este conto foi o que me deixou com mais vontade de querer saber mais! Gostaria que fosse mais longo, com capítulos, para acompanhar o desenrolar da história e saber mais sobre aquele universo fantástico onde se fala sobre pessoas com memórias apagadas e onde existem os retomantes que, intencionalmente ou não, as conseguem recriar, depois de apagadas. A materialização de memórias é considerado um crime, delito de primeiro grau e, como tal, queria saber o porquê e foi o que me deixou com mais expectativas e em pulgas para saber mais, assim que o acabei!

 

***

 

Resumidamente, adorei esta leitura e ter tido contacto com novos autores! Gostei também das ilustrações que se apresentam no início de cada conto, em traços a carvão e preparando-nos ou ambientando-nos à atmosfera do texto que se seguia! O único apontamento menos positivo que faço, prende-se com a edição do e-book, em que a leitura em duas colunas não se torna a melhor, na minha opinião, tendo preferido que tivesse sido em texto corrido.

 

Classificação no Goodreads:

 

 

 ***

 

 E, por último, não se esqueçam, se tiverem um conto escondido na gaveta, enviem-no para a 1ª Edição do Concurso Nacional de Contos de Ficção Especulativa - mais info aqui - em que o prazo termina a 28 de Fevereiro de 2018, portanto não há desculpas!!!

 

 

 

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Olá a todos!

 

Hoje trago-vos mais uma opinião, de um livro que li para o projecto #Historiquices, do blog d'A miuda geek. Inês foi a mulher escolhida para as leituras de Janeiro, mas eu só consegui encaixá-la nas leituras de Abril. Escolhi o livro Minha Querida Inês, de Margarida Rebelo Pinto, porque tinha o livro "esquecido" nas estantes e foi desta que me resolvi a lê-lo. Foi também a minha estreia com a autora. A autora é mais conhecida pelo seu primeiro livro, Sei lá, publicado em 1998 pela Difel e tendo sido adaptado ao cinema em 2014, o livro foi um dos maiores sucessos de vendas em Portugal. O Minha Querida Inês foi publicado a 10 de Novembro de 2011, pela Editora Clube do Autor e está descrito como “Primeiro romance histórico da autora mais lida em Portugal”.

 

minha querida ines.jpeg

 

Sinopse: Os últimos dias da maior heroína romântica de Portugal. Uma história apaixonante, envolvente e perturbadora. Nunca haverá outro amor assim. 

Minha Querida Inês é fruto de investigação histórica misturada com a paixão de Margarida Rebelo Pinto por mulheres fortes, cuja presença sempre foi uma constante nas suas obras. A Inês aqui retratada é uma mulher corajosa e apaixonada que fala sem pudor da sua vida íntima e da sua visão do amor, da família, de deus e do mundo. 
Inês morre por amor. Se foi " a ruça que queria roubar o reino", ou apenas vítima de uma intriga política, nunca saberemos. A Inês que aqui fica é uma mulher inteira, de carne e osso, com cabeça, coração e estômago, que sente e que pensa à frente da sua época e, por isso mesmo, sábia e intemporal.

 

Excertos
«Por onde andas, meu amor maior? Porque me tens aqui cativa neste lugar onde a culpa e os fantasmas me perseguem? Quero de novo sentar-me junto da Fonte Nova, ouvir as águas que nela correm cantando o nosso amor a uma só voz, esconder-me deste mundo horrível e carrasco que teima em ver-me como uma maldição, esquecer-me de tanta perfídia e de toda a maldade que nos cerca e ser tua mais uma vez…»

 

Opinião: Foi a minha estreia a ler algo da autora e também romance histórico.

 

Falando do que gostei! Para começar, gostei bastante da forma como o texto estava estruturado, dividido por sete capítulos, correspondendo aos sete dias que antecedem a morte de D. Inês de Castro e os seus quatro filhos. Por sua vez, cada capítulo está sub-dividido em dois, o primeiro narrado pela própria Inês de Castro e o outro narrado por outra personagem, que na maioria das vezes é referenciada nesse capítulo. Temos então vozes alternadas de D. Inês e outras personagens, tais como padres, aias, personagens importantes no desenrolar dos acontecimentos. Também gostei do facto de narrarem, sem pudor, de um modo perfeitamente normal as relações de homosexualidade ou até mesmo com animais, que havia na época, todas as intrigas, ciúmes, filhos bastardos e amores escondidos que daí adviram, que a meu ver enriqueceram bastante a trama dos acontecimentos. Gostei também das descrições dos sítios e do modo de vida de Inês, nos dias que antecedem a sua morte, ajudando os mais necessitados, à imagem e semelhança de Rainha D. Leonor. No final é apresentada uma lista de acontecimentos, por ordem cronológica, que incluem nascimentos, casamentos, mortes ou outro tipo de acontecimentos de personagens importantes e relevantes da história portuguesa, durante o período de vida de D. Pedro. Também são apresentadas árvores genealógicas de D. Pedro e outros, que nos ajudam a ter uma percepção melhorada da linhagem de casamentos, filhos bastardos e conluios amorosos da época!

 

O que não gostei: do romance a metro!!! D. Inês relata ininterruptamente como o seu amor por D. Pedro é belo e puro e único e superior aos Deuses, que por isso não deveria ser criticado e como também não é possível evitá-lo. Também relata constantemente como é linda e desde sempre soube que suscitava interesse nos homens, com a sua cinturinha de vespa e os seus longos cabelos loiros, de uma beleza estonteante e que é exclusiva de D. Pedro. E que, apesar de D. Pedro ser considerado uma "besta", um animal selvagem não só pelas suas preferências sexuais, mas também pelo seu modo abrutalhado com os outros e as suas acções cruéis, quando juntos o mundo pára e D. Pedro é o mais gentil e amoroso dos homens, tudo por causa do seu amor puro, belo, sem preconceitos, sem pecado, que é no seu todo superior ao amor dos anjos e qual história da bela e o monstro! Resumindo, D. Inês é uma diva!!

 

***

 

Esta é a minha opinião. A escrita da autora não é fantástica e o romance a metro não é coisa que me agrade, mas é uma leitura agradável para uma tarde de verão. Penso que não irei ler os outros livros da autora, apesar de tudo.

Leiam e tirem as vossas conclusões!!

E digam-me se já leram alguma coisa da Margarida Rebelo Pinto, se ficaram interessados em ler o livro Minha Querida Inês ou se participaram no #Historiquices?!

 

Classificação no Goodreads: .5

 

E aqui fica a minha opinião em vídeo!

 

 

 

 

 

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Opinião | A Raparida de Antes, de JP Delaney

por -Cristina Gaspar-, em 03.05.17

Olá!

 

Hoje trago-vos outra opinião, de um livro que tem tido muita publicidade e muita expectativa, desde que a sua edição em Portugal foi anunciada, pela editora SUMA de Letras. Este livro foi-me emprestado pela Cláudia, do canal A mulher que ama livros e que também tem a sua opinião do mesmo aqui. Se fizerem uma pesquisa rápida no Google, encontram mais opiniões variadas.

 

JP Delaney é um pseudónimo do autor e, escrevendo sobre diversos nomes, tem ganho diferentes prémios em ficção. É o director creativo de uma das maiores agências de publicidade do UK. O livro "A Rapariga de Antes" é a sua primeira novela sob esse pseudónimo.

 

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Sinopse: «Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.»

O pedido parece estranho, até intrusivo. É a primeira pergunta de um questionário de candidatura a uma casa perfeita, a casa dos sonhos de qualquer um, acessível a muito poucos. Para as duas mulheres que respondem ao questionário, as consequências são devastadoras.

EMMA: A tentar recuperar do final traumático de um relacionamento, Emma procura um novo lugar para viver. Mas nenhum dos apartamentos que vê é acessível ou suficientemente seguro. Até que conhece a casa que fica no n.º 1 de Folgate Street. É uma obra-prima da arquitectura: desenho minimalista, pedra clara, muita luz e tectos altos. Mas existem regras. O arquitecto que projectou a casa mantém o controlo total sobre os inquilinos: não são permitidos livros, almofadas, fotografias ou objectos pessoais de qualquer tipo. O espaço está destinado a transformar o seu ocupante, e é precisamente o que faz…

JANE:Depois de uma tragédia pessoal, Jane precisa de um novo começo. Quando encontra o n.º 1 de Folgate Street, é instantaneamente atraída para o espaço —e para o seu sedutor, mas distante e enigmático, criador. É uma casa espectacular. Elegante, minimalista. Tudo nela é bom gosto e serenidade. Exactamente o lugar que Jane procurava para começar do zero e ser feliz.
Depois de se mudar, Jane sabe da morte inesperada do inquilino anterior, uma mulher semelhante a Jane em idade e aparência. Enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu, Jane repete involuntariamente os mesmos padrões, faz as mesmas escolhas e experimenta o mesmo terror que A Rapariga de Antes.

 

Opinião: Emma e Jane, as duas personagens centrais da história, têm as suas vidas ligadas pela casa (e por Edward, o dono do nº 1 da Folgate Street). Emma é a rapariga de antes.

 

O início da leitura levou-me imediatamente ao livro "The girl on the train", de Paula Hawkins, pela similaridade na estrutura do texto. Cada capítulo é a voz de uma personagem e estas vão-se intercalando, andando para trás e para a frente no tempo, aumentando o interesse na mesma e dando aquela sensação de suspense sobre o que irá acontecer. As personagens vão então relatando aspectos pessoais do seu passado e dos acontecimentos e vamos, desta forma, conhecendo as suas personalidades. Ambas começam por encontrar uma casa para arrendar, ao mesmo tempo fantástica, surreal e impossível de se conseguir, devido às excentricidades do dono, que exige um preenchimento de um questionário fora do normal e que será factor de selecção. Essa casa é no mínimo curiosa, minimalista e também, do meu ponto de vista, fria e sem alma. É assim introduzido o conceito do minimalismo no enredo, em que a casa é o exemplo disso, cheia de regras de utilização. Este conceito foi um dos motivos pelo que tive curiosidade em ler este livro, no entanto acho que foi pouco explorado. São introduzidas referências e termos japoneses sobre o tema, fazendo o paralelismo com o estilo de vida japonês, de uma forma muito simples e isso gostei bastante.

 

A história vai evoluindo e a acção leva-nos a perceber como as personagens estão envolvidas e o seu carácter, naquilo que é supostamente um clima de terror e suspense. -- Aqui penso que falhou redondamente! -- Não senti nem o terror nem o suspense. Na realidade, não senti nada mais do que mera curiosidade pelo destino de cada personagem e isso mais pela forma como os capítulos estavam dispostos. Para mim, há uma falta de empatia por todas as personagens, especialmente a Emma. Esta vai-se revelando de uma forma horrível, supostamente para chocar, mas que achei banal e ordinária, em vários aspectos. Jane tenta parecer um pouco mais "esperta", mas que também não me criou empatia ou provocou qualquer outra emoção, que não fosse nada mais do que desinteresse, por ela. As outras personagens vão desfilando, mais um vez, de forma pouco interessante, não acrescentando muito. Edward seria a única personagem com algum "charme", para mim. Tendo perfil de sociopata e perfeito vilão, mostra-se frio, distante, metódico e calculista, quase perfeito, tentando simultaneamente parecer refinado e superior aos outros, devido ao seu modo de vida minimalista radical. No entanto, achei o seu carácter pouco explorado, passando-nos  a imagem de que é uma pessoa com os mesmos hábitos, durante toda a sua vida, com um passado "obscuro" que também soube a pouco. Às páginas tantas, há uma tentativa para que o leitor sinta pena dele, apenas para de seguida sentir desprezo e isto continua, num efeito ping-pong, em que gostamos da personagem, não gostamos, gostamos, não gostamos, ... até que cansa.

 

Em jeito de resumo e apesar de tudo, a ideia do thriller é interessante, apenas achei que tem uma mistura de elementos, alguns forçados, que tentam encaixar-se para fazer uma história com sucesso. O vilão minimalista e excêntrico, a rapariga de antes, misteriosa e emocionalmente fragilizada e a rapariga de agora, que é um pouco mais forte, mas com um passado recente que também a perturba mentalmente, ambas submissas em termos de emoções. A casa interliga estas personagens, tentando assumir-se como um elemento activo, mas que não me pareceu mais do que um sítio onde a acção é narrada. Poderia ter sido noutro sítio qualquer.

 

***

 

Esta é a minha opinião. Houve algumas coisas que gostei e muitas que não gostei. Não deixa de ser uma história com algum interesse apesar de tudo. Leiam e tirem as vossas conclusões!!

 

Classificação no Goodreads:

 

E aqui fica a minha opinião em vídeo!

 

 

 

 

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Opinião | "A Hora de Maria", de Nuno Lopes Tavares

por -Cristina Gaspar-, em 26.04.17

Olá!

 

Hoje trago-vos mais uma opinião, de um livro que acabei de ler recentemente e que é de um autor português que eu não conhecia. O seu nome é Nuno Lopes Tavares (vejam aqui a bio) e este livro, A Hora de Maria, já é o seu 2º título escrito, tendo sido editado a 3 de Fevereiro de 2017, pela Editora Saída de Emergência.

 

 

 

Começo por dizer que adoro a Editora Saída de Emergência (SE). Adoro as edições, a nível estético (sou completamente arrebatada por capas bonitas!) e a nível de diversidade de títulos no seu catálogo, é fantástica. sendo perfeito para uma leitora eclética como eu :)

 

 

 

O título mais recente que comprei da SE foi o Terrarium, de João Barreiros e Luís Filipe Silva. Este livro é uma re-edição de um dos primeiros clássicos de ficção-científica em Portugal. Uma obra de referência para amantes do género!

 

Fui à apresentação do livro na Fnac do Chiado, em Fevereiro deste ano, com apresentação do Rui Zink e conversa com os autores. Gostei tanto que não saí de lá sem uma cópia, autografada pelos dois!! :) Sendo fã de ficção-científica, tinha mesmo de ler esta obra e tê-la como presença obrigatória na minha estante. #lerosnossos

 

Ficam aqui umas fotos dessa apresentação.

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Infelizmente não consigo traduzir em palavras o maravilhoso que foi, além de falar sobre o livro e todos os problemas, dentro do panorama nacional, referentes à 1ª edição do livro, os autores ainda demonstraram que tinham sentido de humor e foi uma conversa bastante agradável, com imenso riso pelo meio! Só tenho que, mais uma vez, dar os meus parabéns à editora por ter pegado neste livro e re-editado nesta edição fantástica!

 

 

Gostei tanto que, ao chegar a casa, fui "folhear" (interneticamente, entenda-se - se é que esta  palavra existe!) o catálogo da SE e imediatamente o livro "A hora de Maria" chamou-me à atenção. Talvez porque estejamos num ano de visita do Papa ao Santuário de Fátima, ou talvez porque (mais uma vez!) gostei da capa do livro ou talvez porque goste de saber os "podres" da Igreja Católica, entrou directamente na minha wishlist! Adoro thrillers, é um dos meus géneros de leitura favoritos e este livro só prometia ser, no mínimo, uma leitura fantástica!

 

Sinopse: Esqueça tudo o que sabe sobre Fátima. A verdade está prestes a ser revelada.

Aproxima-se o primeiro centenário das aparições de Fátima. A celebração representará um marco histórico na vida do Santuário, exacerbada com a visita do Papa. O país prepara-se para esse momento sem, no entanto, prever as convulsões que o acompanharão. Um homem é confrontado com uma informação, secreta e muito sensível, sobre a irmã Lúcia, que pode colocar em causa o papel desempenhado pela pastorinha, e até mesmo ameaçar a sobrevivência de Fátima.
Dividido entre a falta de fé e a sua ligação ao local, João Francisco vai lutar pela verdade, defrontando-se com as suas dúvidas e os poderes misteriosos que o rodeiam. Que riscos corre? Que tentações o fragilizam? Que segredos esconde o Santuário?
A Hora de Maria é um thriller empolgante que revisita as aparições com um novo olhar, reflete sobre o papel da religião e revela-nos como Fátima se mistura com a História de Portugal dos últimos cem anos.

 

 

 

 

Opinião: Comecei a ler e imediatamente gostei da escrita do autor. É bastante descritiva, não muito fluída, mas prazeirosa de ler. A estrutura do texto também me agradou, já que começa com a acção no passado, em 1917 e vai dando saltos para o tempo presente e intercalando, novamente, períodos do passado. Estas analepses, recorrentes em todo o livro, necessitam de alguma atenção por parte do leitor, mas tornam a história mais interessante e intrigante.

 

A nossa personagem principal, o João Francisco, está, no início da narrativa, a escrever um livro para desvendar alguns dos segredos de Fátima, com apoio de alguns documentos a que teve acesso. Estes segredos fazem parte de uma teoria de conspiração, envolvendo a Irmã Lúcia e os pastorinhos. Gira em torno do controlo que é exercido por parte dos padres e superiores, a nível nacional e pelo Vaticano, políticos ou apenas corruptos, envolvidos num esquema que explora economicamente o Santuário e o fenómeno da aparição de Nossa Senhora de Fátima.

 

João é inicialmente descrito como um rapaz não crente e que se vê envolvido numa trama de conspiração, devido ao seu livro. As personagens envolvidas vão sendo inseridas gradualmente na narrativa, permitindo-nos acompanhar e "ligar os pontos" desta trama. Excertos de entrevistas feitas a Lúcia, pelos padres e enviadas ao Papa ou excertos de conversas entre o próprio Salazar e Cerejeira, sobre o "milagre" de Fátima, são inseridos no meio, de uma forma mais ou menos cronológica e de acordo com aquilo que, presumivelmente aconteceu, desde o aparecimento de Nossa Senhora de Fátima, aos três pastorinhos e à edificação do próprio santuário. Nos dias de hoje, os acontecimentos giram à volta de uma trama bem elaborada, cheia de mentiras, enganos, jogos de poder e intrigas.

 

A teoria da conspiração é reforçada por uma visita do Papa ao Santuário, nos dias de hoje. Faz uso do "milagre" de Maria, de forma habilidosa, aumentando o suspense inerente aos acontecimentos. A acção desenrola-se um pouco mais rápido, com elementos de filmes de espiões, havendo pequenas reviravoltas a cada página. E ainda tem espaço para uma história de amor, bela, pura e inocente.

 

***

 

É necessário referir e ter em atenção, sem nunca esquecer de que se trata de uma obra de ficção, com elementos históricos, de forma bem descrita e narrada pelo autor, que nos prende ao enredo. No entanto, a leitura não é rápida e, na minha opinião, não o classifico como um thriller, mas não deixa de ser uma leitura agradável. Gostaria que tivesse mais referências a segredos "obscuros" da Igreja Católica e, como tal, soube-me a pouco!! Quiçá, numa continuação?!!

 

Classificação no Goodreads: .5

 

 **NOTA** Este exemplar de "A Hora de Maria" foi-me enviado pela editora, em troca de uma opinião honesta..

 

 

E aqui fica a minha opinião em vídeo!

 

 

 

 

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Opinião | "Desconhecidos", de Taichi Yamada

por -Cristina Gaspar-, em 19.04.17

Olá!

 

Hoje vou falar de um livro que li recentemente e que, além de fazer parte da minha TBR (gigantesca) de Abril, também consegui inserir num dos desafios de uma maratona literária que estou a participar, a Celtic-a-Thon, a decorrer de 15 de Abril a 15 de Maio e organizada pela Elsa e pela Filipa, vejam o vídeo de apresentação da maratona (link acima) e a minha TBR será apresentada para a semana!

 

Li o "Desconhecidos", de Taichi Yamada, livro que requisitei da biblioteca.

 

 

Editora: Civilização (1987; Edição Portuguesa de 2005)

 

Sinopse: O livro não apresenta sinopse, mas na capa e contra-capa tem duas frases:

  • "Altamente recomendado. Uma história de fantasmas cerebral e perturbadora que me induziu completamente em erro.", de David Mitchell

 

  • "Uma arrepiante história de fantasmas escrita com hipnótica clareza: de ritmo rápido, inteligente e assombrosa, com passagens de uma intensa percepção das relações entre pais e filhos, o que torna tão comovente este fascinante livro.", de Bret Easton Ellis, Autor de Psicopata Americano

 

Opinião: Taichi Yamada é um autor japonês que já conhecia, porque já li outro livro dele e gostei bastante. Ele escreve sobre morte, fantasmas e suicídios, de acordo com a cultura japonesa, temas que me interessam muito. Novamente, a escrita do autor não desiludiu, é feita de forma suave, fluída e concisa, incorporando aspectos da cultura japonesa com o desenrolar da acção e um pouco de terror.

 

A história desenrola-se à volta de Hideo, contada na 1ª pessoa. Trata-se de um homem de meia-idade, recentemente divorciado , guionista de séries de TV, com uma posição economicamente confortável e que mora sozinho, apesar de ter um filho. O sua relação e o seu divórcio não correram da melhor forma e o relação actual com o seu filho é bastante distante. O seu próprio passado foi difícil, visto que ficou órfão aos 12 anos, após um acidente que matou os seus pais.

 

 

Além de toda a  escrita introspectiva e virada para os pequenos pormenores, como é bastante típico da cultura japonesa, as descrições não são maçudas nem lentas, tudo se desenrola a um ritmo assombroso. Hideo fala-nos do seu dia-a-dia, da sua vida de casado, das suas amizades e de uma mulher, a Kei, que mora no seu prédio e conhece recentemente. Fala-nos também da sua ida à aldeia natal, onde no meio de uma viagem nostálgica pelas ruas e edifícios da aldeia conhece um casal bastante curioso! É aqui que começa a escrita de terror, pertubadora. De uma forma muito simples e cuidada, Hideo descreve os acontecimentos e as interacções que tem com esse casal e como isso o perturba (a ele e a nós!!). Após as suas repetidas viagens à sua aldeia natal, vê-se confrontado com uma realidade surreal, que não entende, mas que o conforta e o faz reflectir sobre a sua vida actual. No entanto, estas viagens trazem consequências graves, que o afectam, apesar de ao início ele próprio não se aperceber do que está a acontecer. É Kei que insiste que ele não está bem e que deverá desistir das idas à aldeia.

 

"Neste ponto da história, a minha empatia por Hideo era enorme. Ao ler a história apercebi-me que o que lhe aconteceu era algo que eu gostaria que me acontecesse a mim também, por muito más que as consequências fossem e assim, tornou-se uma leitura muito nostálgica, a nível pessoal."

 

Inevitavelmente, após o finalizar das idas à sua aldeia, a acção decorre, aparentemente sem surpresas e então o twist final acontece! Eu não estava NADA à espera disto! Apesar de ter havido uma espécie de premonição no início, fiquei completamente estupefacta e com um misto de terror tive algum receio de ler e curiosidade ao mesmo tempo (sabem aquela sensação quando lêem um thriller e querem saber tudo e ao mesmo tempo não querem?!! Pois, era isso!). O final, à boa moda japonesa, é fantástico! Deixa espaço para reflexões sobre coisas tão comuns e importantes como relações entre pais e filhos, morte e o além-morte. Há todo um tabu antigo na cultura japonesa que vai contra o estar em comunhão com os mortos e isso está muito bem descrito e explorado no livro. Mesmo assim, quem não gostaria que lhe acontecesse o mesmo que aconteceu ao Hideo? Eu de certeza não me importaria de ter uma experiência semelhante!

 

É uma história linda, que emociona e nos faz reflectir sobre a vida.

 

Classificação no Goodreads: 

 

 Aqui está outra opinião sobre o mesmo livro!

 

E aqui fica a minha opinião em vídeo!

 

 

****

 

 

E falando de um autor que adoro - Neil Gaiman - e que tem um livro que me deixou intrigada... Como Falar com Raparigas em Festas, é um conto originalmente publicado em 2007 e foi recentemente publicado a 13 de Abril de 2017, pela Bertrand Editora e que eu não conhecia.

 

 

Imprensa: Como Falar com Raparigas em Festas, conto premiado com o Hugo Award e Locus Award, de Neil Gaiman, um dos autores mais célebres do nosso tempo, foi adaptado a novela gráfica com ilustrações vibrantes pela dupla brasileira Gabriel Bá e Fábio Moon. Apesar da história se desenrolar na década de 70, o conto de Neil Gaiman retrata ainda hoje um momento da puberdade comum aos jovens.

 

Sinopse: Enn tem 16 anos e não compreende as raparigas, ao passo que o seu amigo Vic parece já ter tudo na ponta da língua. Mas ambos apanham o choque da sua vida ao depararem com uma festa em que as raparigas são muito mais do que aquilo que aparentam ser…

 

A minha perspectiva: Parece mais um manual cómico para adolescentes e que me lembrou imediatamente o Diário de Adrian Mole, apesar de, provavelmente, não ter nada a ver. O que me deixou intrigada é que não pensei que Neil Gaiman fizesse uma história deste género e ao mesmo tempo deixou-me curiosa, porque sendo um dos meus autores favoritos, este "sai da zona de conforto" de escrita dele a que estou habituada.

 

Alguém já leu?! Estão curiosos ou nem por isso? Eu quero dar-lhe uma olhada a próxima vez que passar na Bertrand

 

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