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Olá a todos!

 

Hoje trago-vos mais uma opinião, de um livro que li para o projecto #Historiquices, do blog d'A miuda geek. Inês foi a mulher escolhida para as leituras de Janeiro, mas eu só consegui encaixá-la nas leituras de Abril. Escolhi o livro Minha Querida Inês, de Margarida Rebelo Pinto, porque tinha o livro "esquecido" nas estantes e foi desta que me resolvi a lê-lo. Foi também a minha estreia com a autora. A autora é mais conhecida pelo seu primeiro livro, Sei lá, publicado em 1998 pela Difel e tendo sido adaptado ao cinema em 2014, o livro foi um dos maiores sucessos de vendas em Portugal. O Minha Querida Inês foi publicado a 10 de Novembro de 2011, pela Editora Clube do Autor e está descrito como “Primeiro romance histórico da autora mais lida em Portugal”.

 

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Sinopse: Os últimos dias da maior heroína romântica de Portugal. Uma história apaixonante, envolvente e perturbadora. Nunca haverá outro amor assim. 

Minha Querida Inês é fruto de investigação histórica misturada com a paixão de Margarida Rebelo Pinto por mulheres fortes, cuja presença sempre foi uma constante nas suas obras. A Inês aqui retratada é uma mulher corajosa e apaixonada que fala sem pudor da sua vida íntima e da sua visão do amor, da família, de deus e do mundo. 
Inês morre por amor. Se foi " a ruça que queria roubar o reino", ou apenas vítima de uma intriga política, nunca saberemos. A Inês que aqui fica é uma mulher inteira, de carne e osso, com cabeça, coração e estômago, que sente e que pensa à frente da sua época e, por isso mesmo, sábia e intemporal.

 

Excertos
«Por onde andas, meu amor maior? Porque me tens aqui cativa neste lugar onde a culpa e os fantasmas me perseguem? Quero de novo sentar-me junto da Fonte Nova, ouvir as águas que nela correm cantando o nosso amor a uma só voz, esconder-me deste mundo horrível e carrasco que teima em ver-me como uma maldição, esquecer-me de tanta perfídia e de toda a maldade que nos cerca e ser tua mais uma vez…»

 

Opinião: Foi a minha estreia a ler algo da autora e também romance histórico.

 

Falando do que gostei! Para começar, gostei bastante da forma como o texto estava estruturado, dividido por sete capítulos, correspondendo aos sete dias que antecedem a morte de D. Inês de Castro e os seus quatro filhos. Por sua vez, cada capítulo está sub-dividido em dois, o primeiro narrado pela própria Inês de Castro e o outro narrado por outra personagem, que na maioria das vezes é referenciada nesse capítulo. Temos então vozes alternadas de D. Inês e outras personagens, tais como padres, aias, personagens importantes no desenrolar dos acontecimentos. Também gostei do facto de narrarem, sem pudor, de um modo perfeitamente normal as relações de homosexualidade ou até mesmo com animais, que havia na época, todas as intrigas, ciúmes, filhos bastardos e amores escondidos que daí adviram, que a meu ver enriqueceram bastante a trama dos acontecimentos. Gostei também das descrições dos sítios e do modo de vida de Inês, nos dias que antecedem a sua morte, ajudando os mais necessitados, à imagem e semelhança de Rainha D. Leonor. No final é apresentada uma lista de acontecimentos, por ordem cronológica, que incluem nascimentos, casamentos, mortes ou outro tipo de acontecimentos de personagens importantes e relevantes da história portuguesa, durante o período de vida de D. Pedro. Também são apresentadas árvores genealógicas de D. Pedro e outros, que nos ajudam a ter uma percepção melhorada da linhagem de casamentos, filhos bastardos e conluios amorosos da época!

 

O que não gostei: do romance a metro!!! D. Inês relata ininterruptamente como o seu amor por D. Pedro é belo e puro e único e superior aos Deuses, que por isso não deveria ser criticado e como também não é possível evitá-lo. Também relata constantemente como é linda e desde sempre soube que suscitava interesse nos homens, com a sua cinturinha de vespa e os seus longos cabelos loiros, de uma beleza estonteante e que é exclusiva de D. Pedro. E que, apesar de D. Pedro ser considerado uma "besta", um animal selvagem não só pelas suas preferências sexuais, mas também pelo seu modo abrutalhado com os outros e as suas acções cruéis, quando juntos o mundo pára e D. Pedro é o mais gentil e amoroso dos homens, tudo por causa do seu amor puro, belo, sem preconceitos, sem pecado, que é no seu todo superior ao amor dos anjos e qual história da bela e o monstro! Resumindo, D. Inês é uma diva!!

 

***

 

Esta é a minha opinião. A escrita da autora não é fantástica e o romance a metro não é coisa que me agrade, mas é uma leitura agradável para uma tarde de verão. Penso que não irei ler os outros livros da autora, apesar de tudo.

Leiam e tirem as vossas conclusões!!

E digam-me se já leram alguma coisa da Margarida Rebelo Pinto, se ficaram interessados em ler o livro Minha Querida Inês ou se participaram no #Historiquices?!

 

Classificação no Goodreads: .5

 

E aqui fica a minha opinião em vídeo!

 

 

 

 

 

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2 comentários

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De Carolina Paiva a 11.05.2017 às 09:37

Adorei o teu vídeo de opinião, já conheço a escrita da Margarida Rebelo Pinto (li alguns livros na adolescência) e, apesar do sucesso que costuma ter, não gosto, a escrita é corrida e chega a ser pirosa, lamechas e vai (quase) sempre de encontro aos clichés. Não conheço, no entanto, a sua escrita no âmbito de romances históricos mas pelo que percebi também não ficaste fã.

Beijinhos e continua! :)
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De -Cristina Gaspar- a 11.05.2017 às 11:18

Obrigada!!! :) Pois, não é um sucesso a nível de leituras, mas quis tentar na mesma (e era o único livro que tinha nas estantes para o #Historiquices)!

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