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Olá!

 

Trago-vos a minha opinião de uma leitura que já fiz há uns tempos e uma entrevista com a autora, como extra! Leiam e deixem os vossos comentários!

 

 

Maria Cecília Garcia  nasceu no Jardim do Mar, Madeira, a 14 de Junho de 1949. Aos seis anos de idade partiu para Venezuela para reencontrar o seu pai. Em 1973 regressou a Portugal. Casou em 1983, foi mãe de dois filhos, dedicando-se completamente à família. Nos intervalos possíveis, escrevia. Regressou à escola em 2005 para terminar o ensino secundário, concluindo-o aos 59 anos e idade. 

 

Sinopse:

− Olha ali! É aquele! O da camisa amarela!

Sei que olhei, acenei… e fechei dentro de mim uma amálgama de sentimentos e emoções inexplicáveis. Nesse momento, descobri que o meu pai era, afinal, um estranho, um estranho de camisa amarela, um rosto igual a outros tantos… não se deu o milagre.

***

…a minha mãe se deixou cair ao chão, quase à beira do precipício, tomou a minha irmã pequena ao colo e começou a dar-lhe de mamar, em silêncio, eu e os meus irmãos sentámo-nos junto dela… e ficámos ali, a contemplar como a casa de banho, a cozinha, um dos quartos e o frigorífico deslizavam pela encosta, ao princípio lentamente, depois cada vez mais rápidos até chegar ao fundo, perto do lindo vale que, agora, já não tinha nenhuma graça…

 

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Opinião: É uma história deliciosa, onde acompanhamos as aventuras e desventuras de uma mãe que tem a coragem de pegar nos filhos e mudar-se par outro continente, para se re-encontrar com o marido. São histórias de uma vida difícil, cheia de mudanças, com tristezas e alegrias, vistas e contadas pelos olhos de uma menina que agora é mulher.

 

É um livro adorável, com amor, família, sofrimento e aventura. Um testemunho de coragem e perseverança que merece ser lido por todos!

 

Classificação no Goodreads: .5

 

 **NOTA** Este exemplar de "História em pedacinhos" foi-me enviado pela autora, em troca de uma opinião honesta..

 

 

aqui fica também a minha opinião em vídeo!

 

 

Se ficaram interessados, podem adquirir o livro aqui, vale bem a pena!

 

 

- Entrevista - 

 

A Maria Cecília Garcia relata-nos, de uma forma autobiográfica e simples, as memórias de uma menina muito doce e a história de emigração que a marcou a si e à sua família.

 

Quando começou a escrever?

Não sei muito bem quando comecei. Na verdade, sempre fui mais leitora do que escritora, mas quando lemos muito, percebemos que todos temos histórias para contar. Desde o meu tempo de escola e ao longo da vida, sempre escrevi. Descobri que escrever me libertava. Mas nunca dei importância aos meus devaneios. Depois vi que as nossas histórias são tão importantes como outras que lemos nos livros. Para mim um escritor era um ser iluminado que eu nunca podería ser. Ainda penso um pouco assim, e me sinto muito pequenina. Por isso decidi arriscar muito tarde, aliás, na minha vida tudo começou tarde!

O que é que a motivou a escrever a história?

Comecei escrevendo as memórias de uma época na qual os meus irmãos não viveram, uma parte da vida dos meus pais muito interessante e que apenas eu lembrava. A ideia era fazer um caderno de memórias para deixar o testemunho aos meus irmãos e restantes familiares. A minha mãe sempre dizia que a nossa vida dava um livro…eu diria que todas as vidas dão um livro, mas só alguns as contam. Foi também uma homenagem aos meus pais, à sua luta, à sua persistência e aos seus fracassos. Foi uma época que, parecendo trágica e complicada, quando olho para trás, esboço sempre um sorriso e me sinto uma privilegiada por ter tido uma infância tão diferente.

 

O que sentiu ao regressar à Madeira, sentiu vontade de voltar à Venezuela ou sentiu como que um retorno às origens?

 

Regressar à Madeira foi regessar a casa. A Venezuela era, e é, a minha segunda pátria. Mas regressar à aldeia foi também cortar o cordão umbilical, crescer como pessoa. Ainda regressei à Venezuela, mas constatei que já não era o meu lugar.

Uma das coisas que mais gostei nos seus relatos foram as viagens, sempre a mudar de casa. É um dos problemas mais comuns da emigração, a deslocação para onde temos trabalho. Não sendo fácil essa mudança constante, como foi crescer dessa forma, pode contar-nos um pouco mais como a afectou e à sua família?

Saudade é o segundo nome do emigrante. É verdade que a vida do imigrante começa sempre com uma longa viagem, mas quase sempre, ao menos naquela época, os imigrantes fixavam-se, quase sempre num lugar perto de seus conterrâneos. No caso da minha família não foi assim. Os fracassos e a vergonha de ser perdedores, segundo o seu ponto de vista, obrigaram-nos a escapar, a esconder-se. As mudanças contínuas deram-nos a conhecer um país, ensinaram-nos a adaptarnos a diferentes circunstâncias. Deram-nos também mais liberdade para sermos nós próprios, e ao mesmo tempo nos fecharam numa bolha onde apenas o pensamento da minha mãe prevalecia. Mas como crianças éramos tão livres! Eu sei que há em tudo isto grandes contradições. Quem lê o livro percebe as frustrações dos adultos, mas as crianças eram felizes. Para mim foi uma escrita muito nostálgica, cresci a ouvir falar desses costumes e tradições pela voz da minha mãe e restante família e penso que hoje em dia é ainda desconhecido.

Também, por experiência pessoal, identifiquei-me com as dificuldades inerentes à emigração. Como tal irei recomendar a leitura deste livro, escrito de uma forma simples, acessível e com uma história deliciosa.

Poderemos esperar outro livro futuramente da Maria Cecília?

Na verdade já comecei a escrever: Sinto-me na obrigação de mostrar o efeito que todas estas vivências causaram àquela menina, e como esta conseguiu se transformar em mulher.Já não será a menina a contar a história, agora será a mulher que olha de fora para dentro de si, para aprender a ser. Mas não sei escrever a correr. Não me sinto escritora, apenas tenho algum jeito para contar histórias.

Relativamente à publicação do livro em Portugal, sentiu dificuldades ou falta de apoio das Editoras Portuguesas? Pode contar-nos como foi esse processo?

Devo dizer que apenas enviei o livro a uma editora, a Editora Chiado, que se prontificou a publicar o livro,o que foi uma surpresa para mim! Foi um momento de loucura, uma vez que nunca tinha pensado publicar algo que sempre escrevi em segredo. Como tal, não sei o que acontece com as outras editoras. Mas considero o papel da editora fundamental, abre-nos portas que nós, os autores estreantes não conseguiríamos abrir. Seguramente haveria mais a fazer. Quanto ao sucesso que um livro possa ter ou não, isso não depende nem da editora nem do autor, depende do público. Nem sempre os melhores livros fazem sucesso. Tenho a certeza que existem verdeiras jóias literárias que passam absolutamente despercebidas. Na actualidade o apoio dos media é imprescindível.

 

-- Não percam a próxima opinião aqui no blog, porque nós também não!! --

 

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Obrigada!! :)

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