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OPINIÃO | Anjos, de Carlos Silva | #lerosnossos | 2017

por -Cristina Gaspar-, em 09.08.17

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Olá!

 

Trago-vos a minha opinião de uma leitura que já fiz há uns tempos e foi uma excelente surpresa! Leiam e deixem os vossos comentários!

 

O lançamento do livro decorreu no Sci-Fi Lx 2017, um evento nacional inteiramente dedicado à Ficção Científica. Infelizmente, eu não pude estar presente, mas deixo aqui algumas opiniões e fotos do evento!

 

Carlos Eduardo Silva gosta de contar histórias. Já publicou contos em Portugal e no Brasil e participou/organizou mais de muitos projectos ligados à ficção especulativa, sendo um dos que mais se orgulha a Imaginauta, do qual é co-fundador.

 

Sinopse:

Numa Lisboa futurista, reconstruída após um terramoto ainda maior do que o de 1755, a informação é mais preciosa do que nunca. A mais delicada e desejada não pode correr o risco de circular pela omnipresente Internet — tem de voar sobre ela, nas mãos inefáveis daqueles que se auto-intitulam de Anjos. Mas nem eles estão seguros, agora que os seus inimigos sabem da terrível arma da qual são guardiões. Um engenho apenas possível no passado, capaz de inverter a balança do poder da nova cidade. O círculo está a apertar, cada vez mais letal. Ninguém sairá ileso.

 

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Opinião:

A editora enviou-me o ARC (Advance Reading Copy), para celebrarmos a nossa parceria e deu-me assim a oportunidade de não só conhecer um novo autor nacional, bem como escrever o meu primeiro blurb!!

 

Esta é uma história de ficção científica, com (bio)tecnologia e consciência ambiental.

 

A acção decorre numa Grande Lisboa, recuperada de um cataclismo, futurística e ambientalmente consciente. Centra-se numa troca de informação, maioritariamente pela internet, mas se esta for demasiado valiosa, existe uma organização especializada no seu transporte. Obviamente, que existem também os "mauzões" que querem roubar a mesma informação. Começa (ou continua) então uma guerra aberta entre os Anjos e os outros, na luta por essa informação valiosa. A narrativa segue num ambiente de thriller, com tons de biotecnologia e espionagem, num mundo ficcional, mas perfeitamente tangível. Cheio de reviravoltas, o final é fantástico, qual final de um filme de ficção científica de culto. A escrita é fluída q.b. e o último terço do livro é de leitura voraz, sempre a querermos saber o que se irá passar.

 

Assim que o comecei a ler, remeteu-me imediatamente para o estilo de narrativa de Corey Doctorow meets George Orwell, num mundo avançado tecnologicamente, com humanos com as mesmas fraquezas!

 

Adorei! É fabuloso conhecer novos autores nacionais, que escrevem ficção científica de qualidade!

 

 

Classificação no Goodreads:

 

 **NOTA** Este exemplar de "Anjos" foi enviado pela editora, em troca de uma opinião honesta..

 

 

 

aqui fica também a minha opinião em vídeo!

 

 

  • Se ficaram interessados, podem adquirir o livro aqui, vale bem a pena!

 

 

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Opinião | A viúva negra, de Daniel Silva #lerosnossos

por -Cristina Gaspar-, em 24.05.17

Olá!

 

Hoje vou-vos falar da minha experiência a ler Daniel Silva.

 

Apesar de já ter dois livros do autor na estante, O Assassino Inglês e o Morte em Viena, ainda não me tinha puxado para começar a ler. Há uns anos comecei a ler O Assassino Inglês, mas pareceu-me lento a desenrolar a acção, um pouco chato até e deixei-o e esqueci-o na estante... Entretanto, vi que a HarperCollins ibérica iria lançar o novo título A Viúva Negra, a 8 de Março e fiquei imediatemente curiosa com a história. Como tinha recentemente lido o Célula Adormecida, de Nuno Nepomuceno (aqui fica a minha opinião, se quiserem dar uma olhadela), fiquei curiosa com este livro, visto que a premissa do livro era bastante parecida! A capa também agarrou a minha atenção imediatamente e resolvi, então, dar outra oportunidade ao autor.

 

Daniel Silva começou a escrever e publicar livros em 1997 e foi com o Assassino Inglês que ficou famoso. A personagem do Gabriel Allon foi introduzida nesse livro e as suas aventuras começaram e não mais pararam. Até à data, as aventuras do nosso espião e restaurador de arte acompanham-nos por 16 volumes! E o volume 17 já tem data prevista de saída a 11 de Julho, também editado pela Harper! 

 

Sinopse:

O lendário espião e restaurador de arte Gabriel Allon está prestes a tornar-se chefe dos serviços secretos israelitas.
Porém, em vésperas da promoção, os acontecimentos parecem confabular para o atrair para uma última operação no terreno.
O ISIS fez explodir uma enorme bomba no distrito do Marais, em Paris, e um governo francês desesperado quer que Gabriel elimine o homem responsável antes que este ataque novamente.

Chamam-lhe Saladino...
É um cérebro terrorista cuja ambição é tão grandiosa quanto o seu nome de guerra, um homem tão esquivo que nem a sua nacionalidade é conhecida. Escudada por um sofisticado software de encriptação, a sua rede comunica em total segredo, mantendo o Ocidente às escuras quanto aos seus planos e não deixando outra opção a Gabriel senão infiltrar uma agente no mais perigoso grupo terrorista que o mundo algum dia conheceu. Trata-se de uma extraordinária jovem médica, tão corajosa quanto bonita.

Às ordens de Gabriel, far-se-á passar por uma recruta do ISIS à espera do momento de agir, uma bomba-relógio, uma viúva negra sedenta de sangue.
Uma arriscada missão levá-la-á dos agitados subúrbios de Paris à ilha de Santorini e ao brutal mundo do novo califado do Estado Islâmico e, eventualmente, até Washington, onde o implacável Saladino planeia uma noite apocalíptica de terror que alterará o curso da história.
A Viúva Negra é um thriller fascinante de uma chocante presciência. Mas é também uma viagem ponderada até ao novo coração das trevas que perseguirá os leitores muito depois de terem virado a última página.
Uma teia de enganos.

 

 

Opinião: A Viúva Negra é o 16º livro da saga do nosso herói, o Gabriel Allon, introduzido como o lendário espião e restaurador de arte.

 

A história inicia-se com um ataque terrorista, efectuado pelo ISIS e Gabriel Allon é retirado do seu "anonimato e reclusão" e chamado para apanhar os terroristas antes que haja outro ataque. Num clima de thriller, onde é necessário correr contra o tempo e pensar, qual campeão de xadrez, em duas ou três jogadas à frente, a história vai-se desenrolando num ritmo vertiginante e a nossa viúva negra aparece então na história. Ela é uma jovem médica, residente em Paris e que é recrutada para se infiltrar numa das mais perigosas organizações terroristas do mundo. Para tal, é descrito todo o seu processo de treino, físico e psicológico, com uma lavagem cerebral, para que, com sucesso, esta se infiltre na célula terrorista e leve a sua missão com sucesso até ao fim. Ao longo desse treino, ela vai viajar e contactar com diversas pessoas e vai deparar-se com determinadas situações, em que ela vai descobrir certas características da sua personalidade que desconhecia até à altura. Ao infiltrar-se na rede de terroristas, viaja até ao Estado Islâmico e depara-se com o cérebro terrorista e o thriller adensa-se.

 

A história tem um desfecho que deixa a vontade de ler mais! O nosso Gabriel assume uma posição esperada e a nossa viúva negra vê-se perante uma situação em que a sua decisão vai mudar a sua vida radicalmente! E veremos isso nos próximos volumes!

 

**

 

A história evolue de forma fluída, num compasso constante, sem períodos lentos ou demasiado rápidos. E é aqui que se nota a experiência do autor, porque apesar de este já ser o 16º volume do nosso espião, não senti que precisasse de ler os volumes anteriores. Ao longo do livro foram referenciados alguns acontecimentos anteriores, que foram explicados de forma sucinta e que nos enquadraram imediatamente na história. Sinto que conheço o Gabriel, mesmo sem saber a história dele. É um herói que não é perfeito, tem os seus fantasmas, mas é sério e honesto e luta pela justiça e um mundo melhor. E apesar de haver um número considerável de personagens envolvidas nos seus livros, algumas das quais são referenciadas, leva-me a dar os parabéns ao autor, por não se perder ao longo destes 16 volumes.

 

Inevitavelmente, senti necessidade de o comparar ao livro A célula adormecida e, por isso teve a classificação de 4 estrelas e não mais. A célula adormecida é um thriller muito rápido, com uma história igualmente actual, mas com "heróis" pouco convencionais e situações que nos levam a reflectir, mais do que simplesmente a observar. A viúva negra não deixa de ser um thriller interessante, muito bem construído, obra de ficção e também baseado em situações reais, mas não tão arrebatador. É um livro que se lê a um ritmo contante, quase que podemos planear o dia em que o vamos acabar de ler. Não obstante, é uma leitura que recomendo para quem gosta da temática.

 

***

 

É necessário nunca esquecer de que se trata de uma obra de ficção, baseada em elementos que que por vezes se mascaram com acontecimentos reais, mas que são apenas fruto da imaginação do autor. É um thriller cadenciado e que prende, de forma muito subtil, deixando-nos com uma curiosidade pouco voraz em querer acompanhar a história. No entanto, irei ler o próximo volume!

 

Ficamos também à espera de saber se terá adaptação cinematográfica ou televisa?!! Eu gostaria de seguir as aventuras do Gabriel em televisão!!

 

Classificação no Goodreads:

 

 **NOTA** Este exemplar de "A Viúva Negra" foi-me enviado pela editora, em troca de uma opinião honesta..

 

 

aqui fica também a minha opinião em vídeo!

 

 

 

 

 

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Opinião | A Raparida de Antes, de JP Delaney

por -Cristina Gaspar-, em 03.05.17

Olá!

 

Hoje trago-vos outra opinião, de um livro que tem tido muita publicidade e muita expectativa, desde que a sua edição em Portugal foi anunciada, pela editora SUMA de Letras. Este livro foi-me emprestado pela Cláudia, do canal A mulher que ama livros e que também tem a sua opinião do mesmo aqui. Se fizerem uma pesquisa rápida no Google, encontram mais opiniões variadas.

 

JP Delaney é um pseudónimo do autor e, escrevendo sobre diversos nomes, tem ganho diferentes prémios em ficção. É o director creativo de uma das maiores agências de publicidade do UK. O livro "A Rapariga de Antes" é a sua primeira novela sob esse pseudónimo.

 

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Sinopse: «Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.»

O pedido parece estranho, até intrusivo. É a primeira pergunta de um questionário de candidatura a uma casa perfeita, a casa dos sonhos de qualquer um, acessível a muito poucos. Para as duas mulheres que respondem ao questionário, as consequências são devastadoras.

EMMA: A tentar recuperar do final traumático de um relacionamento, Emma procura um novo lugar para viver. Mas nenhum dos apartamentos que vê é acessível ou suficientemente seguro. Até que conhece a casa que fica no n.º 1 de Folgate Street. É uma obra-prima da arquitectura: desenho minimalista, pedra clara, muita luz e tectos altos. Mas existem regras. O arquitecto que projectou a casa mantém o controlo total sobre os inquilinos: não são permitidos livros, almofadas, fotografias ou objectos pessoais de qualquer tipo. O espaço está destinado a transformar o seu ocupante, e é precisamente o que faz…

JANE:Depois de uma tragédia pessoal, Jane precisa de um novo começo. Quando encontra o n.º 1 de Folgate Street, é instantaneamente atraída para o espaço —e para o seu sedutor, mas distante e enigmático, criador. É uma casa espectacular. Elegante, minimalista. Tudo nela é bom gosto e serenidade. Exactamente o lugar que Jane procurava para começar do zero e ser feliz.
Depois de se mudar, Jane sabe da morte inesperada do inquilino anterior, uma mulher semelhante a Jane em idade e aparência. Enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu, Jane repete involuntariamente os mesmos padrões, faz as mesmas escolhas e experimenta o mesmo terror que A Rapariga de Antes.

 

Opinião: Emma e Jane, as duas personagens centrais da história, têm as suas vidas ligadas pela casa (e por Edward, o dono do nº 1 da Folgate Street). Emma é a rapariga de antes.

 

O início da leitura levou-me imediatamente ao livro "The girl on the train", de Paula Hawkins, pela similaridade na estrutura do texto. Cada capítulo é a voz de uma personagem e estas vão-se intercalando, andando para trás e para a frente no tempo, aumentando o interesse na mesma e dando aquela sensação de suspense sobre o que irá acontecer. As personagens vão então relatando aspectos pessoais do seu passado e dos acontecimentos e vamos, desta forma, conhecendo as suas personalidades. Ambas começam por encontrar uma casa para arrendar, ao mesmo tempo fantástica, surreal e impossível de se conseguir, devido às excentricidades do dono, que exige um preenchimento de um questionário fora do normal e que será factor de selecção. Essa casa é no mínimo curiosa, minimalista e também, do meu ponto de vista, fria e sem alma. É assim introduzido o conceito do minimalismo no enredo, em que a casa é o exemplo disso, cheia de regras de utilização. Este conceito foi um dos motivos pelo que tive curiosidade em ler este livro, no entanto acho que foi pouco explorado. São introduzidas referências e termos japoneses sobre o tema, fazendo o paralelismo com o estilo de vida japonês, de uma forma muito simples e isso gostei bastante.

 

A história vai evoluindo e a acção leva-nos a perceber como as personagens estão envolvidas e o seu carácter, naquilo que é supostamente um clima de terror e suspense. -- Aqui penso que falhou redondamente! -- Não senti nem o terror nem o suspense. Na realidade, não senti nada mais do que mera curiosidade pelo destino de cada personagem e isso mais pela forma como os capítulos estavam dispostos. Para mim, há uma falta de empatia por todas as personagens, especialmente a Emma. Esta vai-se revelando de uma forma horrível, supostamente para chocar, mas que achei banal e ordinária, em vários aspectos. Jane tenta parecer um pouco mais "esperta", mas que também não me criou empatia ou provocou qualquer outra emoção, que não fosse nada mais do que desinteresse, por ela. As outras personagens vão desfilando, mais um vez, de forma pouco interessante, não acrescentando muito. Edward seria a única personagem com algum "charme", para mim. Tendo perfil de sociopata e perfeito vilão, mostra-se frio, distante, metódico e calculista, quase perfeito, tentando simultaneamente parecer refinado e superior aos outros, devido ao seu modo de vida minimalista radical. No entanto, achei o seu carácter pouco explorado, passando-nos  a imagem de que é uma pessoa com os mesmos hábitos, durante toda a sua vida, com um passado "obscuro" que também soube a pouco. Às páginas tantas, há uma tentativa para que o leitor sinta pena dele, apenas para de seguida sentir desprezo e isto continua, num efeito ping-pong, em que gostamos da personagem, não gostamos, gostamos, não gostamos, ... até que cansa.

 

Em jeito de resumo e apesar de tudo, a ideia do thriller é interessante, apenas achei que tem uma mistura de elementos, alguns forçados, que tentam encaixar-se para fazer uma história com sucesso. O vilão minimalista e excêntrico, a rapariga de antes, misteriosa e emocionalmente fragilizada e a rapariga de agora, que é um pouco mais forte, mas com um passado recente que também a perturba mentalmente, ambas submissas em termos de emoções. A casa interliga estas personagens, tentando assumir-se como um elemento activo, mas que não me pareceu mais do que um sítio onde a acção é narrada. Poderia ter sido noutro sítio qualquer.

 

***

 

Esta é a minha opinião. Houve algumas coisas que gostei e muitas que não gostei. Não deixa de ser uma história com algum interesse apesar de tudo. Leiam e tirem as vossas conclusões!!

 

Classificação no Goodreads:

 

E aqui fica a minha opinião em vídeo!

 

 

 

 

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Opinião | "A Hora de Maria", de Nuno Lopes Tavares

por -Cristina Gaspar-, em 26.04.17

Olá!

 

Hoje trago-vos mais uma opinião, de um livro que acabei de ler recentemente e que é de um autor português que eu não conhecia. O seu nome é Nuno Lopes Tavares (vejam aqui a bio) e este livro, A Hora de Maria, já é o seu 2º título escrito, tendo sido editado a 3 de Fevereiro de 2017, pela Editora Saída de Emergência.

 

 

 

Começo por dizer que adoro a Editora Saída de Emergência (SE). Adoro as edições, a nível estético (sou completamente arrebatada por capas bonitas!) e a nível de diversidade de títulos no seu catálogo, é fantástica. sendo perfeito para uma leitora eclética como eu :)

 

 

 

O título mais recente que comprei da SE foi o Terrarium, de João Barreiros e Luís Filipe Silva. Este livro é uma re-edição de um dos primeiros clássicos de ficção-científica em Portugal. Uma obra de referência para amantes do género!

 

Fui à apresentação do livro na Fnac do Chiado, em Fevereiro deste ano, com apresentação do Rui Zink e conversa com os autores. Gostei tanto que não saí de lá sem uma cópia, autografada pelos dois!! :) Sendo fã de ficção-científica, tinha mesmo de ler esta obra e tê-la como presença obrigatória na minha estante. #lerosnossos

 

Ficam aqui umas fotos dessa apresentação.

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Infelizmente não consigo traduzir em palavras o maravilhoso que foi, além de falar sobre o livro e todos os problemas, dentro do panorama nacional, referentes à 1ª edição do livro, os autores ainda demonstraram que tinham sentido de humor e foi uma conversa bastante agradável, com imenso riso pelo meio! Só tenho que, mais uma vez, dar os meus parabéns à editora por ter pegado neste livro e re-editado nesta edição fantástica!

 

 

Gostei tanto que, ao chegar a casa, fui "folhear" (interneticamente, entenda-se - se é que esta  palavra existe!) o catálogo da SE e imediatamente o livro "A hora de Maria" chamou-me à atenção. Talvez porque estejamos num ano de visita do Papa ao Santuário de Fátima, ou talvez porque (mais uma vez!) gostei da capa do livro ou talvez porque goste de saber os "podres" da Igreja Católica, entrou directamente na minha wishlist! Adoro thrillers, é um dos meus géneros de leitura favoritos e este livro só prometia ser, no mínimo, uma leitura fantástica!

 

Sinopse: Esqueça tudo o que sabe sobre Fátima. A verdade está prestes a ser revelada.

Aproxima-se o primeiro centenário das aparições de Fátima. A celebração representará um marco histórico na vida do Santuário, exacerbada com a visita do Papa. O país prepara-se para esse momento sem, no entanto, prever as convulsões que o acompanharão. Um homem é confrontado com uma informação, secreta e muito sensível, sobre a irmã Lúcia, que pode colocar em causa o papel desempenhado pela pastorinha, e até mesmo ameaçar a sobrevivência de Fátima.
Dividido entre a falta de fé e a sua ligação ao local, João Francisco vai lutar pela verdade, defrontando-se com as suas dúvidas e os poderes misteriosos que o rodeiam. Que riscos corre? Que tentações o fragilizam? Que segredos esconde o Santuário?
A Hora de Maria é um thriller empolgante que revisita as aparições com um novo olhar, reflete sobre o papel da religião e revela-nos como Fátima se mistura com a História de Portugal dos últimos cem anos.

 

 

 

 

Opinião: Comecei a ler e imediatamente gostei da escrita do autor. É bastante descritiva, não muito fluída, mas prazeirosa de ler. A estrutura do texto também me agradou, já que começa com a acção no passado, em 1917 e vai dando saltos para o tempo presente e intercalando, novamente, períodos do passado. Estas analepses, recorrentes em todo o livro, necessitam de alguma atenção por parte do leitor, mas tornam a história mais interessante e intrigante.

 

A nossa personagem principal, o João Francisco, está, no início da narrativa, a escrever um livro para desvendar alguns dos segredos de Fátima, com apoio de alguns documentos a que teve acesso. Estes segredos fazem parte de uma teoria de conspiração, envolvendo a Irmã Lúcia e os pastorinhos. Gira em torno do controlo que é exercido por parte dos padres e superiores, a nível nacional e pelo Vaticano, políticos ou apenas corruptos, envolvidos num esquema que explora economicamente o Santuário e o fenómeno da aparição de Nossa Senhora de Fátima.

 

João é inicialmente descrito como um rapaz não crente e que se vê envolvido numa trama de conspiração, devido ao seu livro. As personagens envolvidas vão sendo inseridas gradualmente na narrativa, permitindo-nos acompanhar e "ligar os pontos" desta trama. Excertos de entrevistas feitas a Lúcia, pelos padres e enviadas ao Papa ou excertos de conversas entre o próprio Salazar e Cerejeira, sobre o "milagre" de Fátima, são inseridos no meio, de uma forma mais ou menos cronológica e de acordo com aquilo que, presumivelmente aconteceu, desde o aparecimento de Nossa Senhora de Fátima, aos três pastorinhos e à edificação do próprio santuário. Nos dias de hoje, os acontecimentos giram à volta de uma trama bem elaborada, cheia de mentiras, enganos, jogos de poder e intrigas.

 

A teoria da conspiração é reforçada por uma visita do Papa ao Santuário, nos dias de hoje. Faz uso do "milagre" de Maria, de forma habilidosa, aumentando o suspense inerente aos acontecimentos. A acção desenrola-se um pouco mais rápido, com elementos de filmes de espiões, havendo pequenas reviravoltas a cada página. E ainda tem espaço para uma história de amor, bela, pura e inocente.

 

***

 

É necessário referir e ter em atenção, sem nunca esquecer de que se trata de uma obra de ficção, com elementos históricos, de forma bem descrita e narrada pelo autor, que nos prende ao enredo. No entanto, a leitura não é rápida e, na minha opinião, não o classifico como um thriller, mas não deixa de ser uma leitura agradável. Gostaria que tivesse mais referências a segredos "obscuros" da Igreja Católica e, como tal, soube-me a pouco!! Quiçá, numa continuação?!!

 

Classificação no Goodreads: .5

 

 **NOTA** Este exemplar de "A Hora de Maria" foi-me enviado pela editora, em troca de uma opinião honesta..

 

 

E aqui fica a minha opinião em vídeo!

 

 

 

 

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Opinião ! A célula Adormecida, de Nuno Nepomuceno

por -Cristina Gaspar-, em 15.03.17

Olá!!!

 

Hoje é o primeiro post de opinião aqui no blog!

 

E como se encontra a decorrer o giveaway do mais recente livro do autor Nuno Nepomuceno, até ao final do mês de Março, vejam aqui, nada mais adequado do que começar com a minha opinião do mesmo! Sim, porque se ainda tiverem dúvidas de que este é um livro fantástico e que devem concorrer e tentar a vossa sorte neste passatempo, espero que fiquem sem elas depois de lerem a minha opinião e verem o vídeo da mesma!

 

 

Sinopse

 Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante.

O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo quando Afonso Catalão, um reputado especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado.

De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena.

A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição.

 

A minha opinião

 

A minha opinião no Goodreads e a minha opinião no booktube!

 

A escrita do autor é uma escrita muito fluída, rápida, muito fácil de seguir. Esta história começa com um acontecimento bombástico, no sentido literar, um suposto suícidio e evolui a partir daí, sendo esses dois acontecimentos o tema central da narrativa. As personagens desenrolam-se ao mesmo ritmo da acção, alucinante, sem nunca perdermos o fio à meada. Seguimos com grande curiosidade o nosso professor Catalão e as suas aventuras, em Lisboa e na Turquia, num misto de acção, policial e até com direito a um cheirinho de romance.

 

Este livro tem tudo, fala de tudo, aborda tudo, desde xenofobia, terrorismo, jogos de poder, corrupção, violação, religião, fanatismo, choque cultural, cancro, se é que me lembro de todos.

 

Eu literalmente devorei o livro, comecei num sábado de manhã e de tarde já tinha lido mais de metade das suas quase 600 páginas! Li com interesse, curiosidade, atentamente a seguir as descrições de uma sociedade e religião tão diferente da minha, segui com interesse as aventuras, desventuras e problemas de cada uma das personagens e todos os seus enredos. Estas estão maravilhosamente descritas e interligadas em caminhos que se cruzam num ou outro ponto da história, sem confusão, com calma e lógica. As viagens do professor à Turquia deixaram-me com vontade de ir passear nas ruas descritas lá. Recomendo entusiasticamente a leitura d'A Célula Adormecida, não só pela actualidade do tema, mas pelo fascínio por uma religião e cultura diferentes e o thriller policial que se desenrola!

 

Uma das melhores escritas de um autor português, no seu género.

 

NOTA: O autor gentilmente cedeu-me um exemplar para ler e dar a minha opinião sincera da história e foi o que fiz. As opiniões são minhas e da minha inteira responsabilidade, sem ter qualquer vínculo ou obrigação para com o autor.

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